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domingo, 27 de dezembro de 2009

TCAP: Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica

Dentre as novas categorias diagnósticas propostas para possível inclusão no DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) está o transtorno da compulsão alimentar periódica. Estudos recentes apontam para uma prevalência do TCAP em 2% da população geral, e cerca de 30% dos obesos.
Esse transtorno alimentar se caracteriza pela presença de episódios recorrentes de compulsão alimentar, e em seguida, acentuada angústia em relação à mesma.

O critério de diagnóstico para TCAP proposto pelo DSM-IV requer a presença de:
a. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado por ambos os seguintes critérios:
1. ingestão, em um período limitado de tempo (por exemplo, dentro de um período de duas horas), de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período similar, sob circunstâncias similares;
2. um sentimento de falta de controle sobre o episódio (por exemplo, um sentimento de não conseguir parar ou controlar o que ou quanto se come).
b. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes critérios:
1. comer muito e mais rapidamente do que o normal;
2. comer até sentir-se incomodamente repleto;
3. comer grandes quantidades de alimentos, quando não está fisicamente faminto;
4. comer sozinho por embaraço devido à quantidade de alimentos que consome;
5. sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente.
c. Acentuada angústia relativa à compulsão alimentar.
d. A compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses.
e. A compulsão alimentar não está associada ao uso regular de comportamentos compensatórios inadequados (por exemplo, purgação, jejuns e exercícios excessivos), nem ocorre durante o curso de anorexia nervosa ou bulimia nervosa.1

O tratamento do TCAP é feito através de psicoterapia associada ou não ao uso de antidepressivos. O objetivo da psicoterapia nesse caso também é ajudar o paciente a estabelecer hábitos saudáveis de alimentação. Vale acrescentar que cada processo psicoterapêutico é único, e o tratamento é sempre adequado para as características individuais e os problemas de cada cliente.

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