Todos nós enfrentamos os diversos desafios e obstáculos da vida, e, por vezes, a pressão é difícil de agüentar. Quando nos sentimos mais sobrecarregados, sob pressão, ou inseguros a respeito de como satisfazer as exigências da vida, que vivemos stress. Em pequenas doses, o stress pode ser uma boa coisa. Ele pode dar-lhe o impulso de que necessita, motivando você a fazer o seu melhor e a se manter focado e alerta. O stress é o que mantém você alerta durante uma apresentação no local de trabalho e também o que faz com que você estude para a sua prova quando você preferia estar assistindo TV. Mas quando as coisas e as exigências da vida são demasiado duras, e excedem a sua capacidade, o stress torna-se uma ameaça para a sua saúde física e o seu bem-estar emocional.
O que é o stress?
O stress é uma resposta fisiológica e psicológica aos acontecimentos que perturbam o nosso equilíbrio pessoal, de alguma forma. Quando confrontados com uma ameaça, quer para a nossa segurança física ou o nosso equilíbrio emocional, as defesas do organismo entram em alta velocidade em uma resposta rápida e automática, um processo conhecido como a resposta de "luta - ou - fuga". Todos nós sabemos o que é isso: o coração dispara no peito, músculos tensos, respiração ofegante, todos os sentidos em alerta vermelho.
A resposta biológica tem como objetivo proteger e apoiar-nos. É o que ajudou nossos antepassados da idade da pedra a sobreviver a situações de vida ou de morte. Mas no mundo moderno, a maior parte do estresse que sentimos é em função de resposta a ameaças psicológicas e não físicas. Cuidar de um doente crônico, e perder um emprego são situações estressantes, mas nenhuma necessita de luta ou fuga. Infelizmente, os nossos corpos não fazem essa distinção. Independente de estarmos preocupados com um prazo no trabalho, uma discussão com um amigo, ou um monte de contas, o alarme toca. E, assim como uma o homem das cavernas confrontando um tigre, entramos automaticamente em alerta.
Se você tem um monte de responsabilidades e preocupações, você pode estar executando as tarefas sob stress durante boa parte do tempo. Entrando em modo de emergência com todo engarrafamento, ligação do chefe, ou noticiário de TV. Mas o problema com a resposta de stress é que, quanto mais ela é ativada, mais difícil é desligá-la. Em vez de voltar ao normal uma vezo que a crise já passou, os seus hormônios do stress , freqüência cardíaca e pressão arterial permanecem elevados.
Além disso, prolongada ou repetida ativação da resposta ao estresse levam a um pesado tributo sobre o corpo. A exposição prolongada ao estresse aumenta o risco de doença cardíaca, obesidade, infecção assim como de ansiedade, depressão, e problemas de memória. Devido aos amplos danos que ele pode causar, é essencial para aprender como lidar com o stress de uma forma mais positiva e reduzir o seu impacto sobre sua vida quotidiana.
Há dois tipos de stress:
O stress normal:
- Diante de um evento estressor (perigo ou demanda iminente) o stress aparece.
- O stress desaparece na medida em que você vai lidando com a situação
- O stress passa e o corpo volta a relaxar.
O stress patológico:
- Diante de um evento estressor (perigo ou demanda iminente) o stress aparece.
- O stress permanece com você, e não há uma forma de lidar com ele.
- O stress vai se acumulando, e você não consegue eliminá-lo, nem consegue relaxar.
A resposta do organismo ao stress
A resposta de "luta - ou - fuga" ao stress envolve uma cascata de alterações biológicas que preparam-nos para uma ação urgente. Quando é detectado perigo, uma pequena parte do cérebro chamada hipotálamo a dispara um alarme químico. O sistema nervoso simpático responde liberando uma inundação de hormônios do estresse, incluindo adrenalina, noradrenalina, e cortisol. Esses hormônios correm através da corrente sanguínea, preparando-nos para fugir de cena ou lutar.
A freqüência cardíaca e fluxo sanguíneo para os grandes músculos aumenta para que nós possamos correr mais rápido e lutar melhor. Vasos sanguíneos sob a pele se comprimem para evitar a perda sanguínea, no caso de sermos feridos, as pupilas se dilatam para que possamos ver melhor, e o nosso nível de açúcar no sangue sobe, dando-nos um impulso de energia e acelerando o tempo de reação. Ao mesmo tempo, processos orgânicos não essenciais para a sobrevivência imediata são reprimidos. Os sistemas digestivo e reprodutivo se tornam mais lentos, hormonios do crescimento são desligados, assim como a resposta imune é inibida.
Efeitos do estresse crônico
Estresse crônico desgasta você dia após dia e ano após ano, sem qualquer possibilidade de escape. Sob grave stress, mesmo a pessoa mais bem adaptada perde a capacidade de adaptação. Quando o estresse ultrapassa nossos recursos de enfrentamento, nossos corpos e mentes sofrem.
Uma pesquisa recente sugere que de 60 a 90 por cento das doenças estão relacionadas com estresse. O desgaste físico do stress inclui danos ao sistema cardiovascular e supressão do sistema imunológico. O Stress compromete a sua capacidade de lutar contra doenças e infecções, altera o equilibro do seu sistema digestivo, faz com que seja difícil conceber um bebê, e pode até mesmo frear o crescimento em crianças.
Estresse e sua saúde
Muitas condições médicas são causadas ou agravadas pelo estresse, incluindo:
Dor crônica
Enxaqueca
Úlceras
Queimação no Estômago
Pressão Alta
Doença cardíaca
Diabetes
Asma
TPM
Obesidade
Infertilidade
Doenças auto-imunes
Síndrome do intestino irritável
Problemas de pele
Efeitos emocionais
Estresse crônico vai desgastando a sua saúde mental, causando danos emocionais, além das doenças físicas. O stress de longo prazo pode até mesmo reprogramar o cérebro, deixando-o mais vulnerável às pressões diárias e menos capaz de enfrentar tarefas. Ao longo do tempo, o stress pode levar a problemas sérios de saúde mental, tais como: ansiedade, depressão, distúrbios alimentares, e abuso de drogas.
Stress severo e trauma
Reações severas de stress podem aparecer de repente, em função de acontecimentos catastróficos ou experiências traumáticas, como uma catástrofe natural, agressões sexuais, risco de vida, acidente, ou a participação em uma guerra. Após o choque inicial e o desgaste emocional, muitas vítimas de trauma gradualmente começam a se recuperar de seus efeitos. Mas para algumas pessoas, os sintomas de stress não desaparecem, o organismo não reconquista o seu equilíbrio, e a vida não volta ao normal. Esta é uma grave e persistente de reação ao trauma é conhecida como transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).
Sintomas Comuns de TEPT incluem:
Flashbacks, pensamentos intrusivos, ou pesadelos sobre o trauma
Fugir ou evitar lugares e coisas associadas com o trauma
Hiper vigilância aos sinais de perigo
Irritabilidade Crônica e tensão
Depressão
TEPT é um problema grave que requer intervenção profissional.
domingo, 27 de dezembro de 2009
Estresse: Pode levar a morte precoce.
Escrito por Andressa às 15:54:00 0 comentários
Burnout: Saiba do que se trata.
Se você está constantemente estressado, com a sensação de estar fisicamente, mentalmente e emocionalmente esgotado, você pode estar sofrendo de burnout. Quando você está com burnout os problemas parecem intransponíveis, tudo parece desolador, e é difícil ter energia para se importar com alguma coisa – mais ainda para fazer algo para mudar a sua situação. Mas se você é capaz de reconhecer os sinais e sintomas de burnout iminente, você poderá tomar medidas para evitá-lo. Estratégias eficazes de prevenção de burnout incluem cuidar de si mesmo emocionalmente e fisicamente, pedir ajuda quando você precisar, e se relacionar com outras pessoas.
Reconhecendo burnout
Burnout é um estado de esgotamento emocional e físico causado pelo estresse excessivo e prolongado. Isso pode ocorrer quando você se sentir sobrecarregado e incapaz de satisfazer as demandas constantes. À medida que a tensão continua, você começa a perder o interesse e motivação que levou você a assumir determinada função em primeiro lugar. Burnout reduz a sua produtividade e suga sua energia, deixando você sentir cada vez mais desesperado, impotente, cínico, e ressentido. A infelicidade que o burnout causa pode eventualmente ameaçar o seu emprego, seus relacionamentos, e sua saúde.
Como a Síndrome de burnout não acontece do dia para a noite - e é difícil de combater uma vez que você está no meio dela - é importante reconhecer os primeiros sinais de esgotamento, e tomar atitudes para preveni-la. Burnout geralmente tem as suas raízes no estresse, por isso quanto mais cedo você reconhecer os sintomas de estresse e superá-los, melhor a sua chance de evitar a síndrome de burnout.
Os sinais e sintomas de burnout
Os sinais de burnout tendem a ser mais mentais do que físicos. Eles podem incluir sentimentos de: impotência, desesperança, esgotamento emocional, desconexão, isolamento, irritabilidade, frustração, estar aprisionado, ter falhado, desespero, cinismo e apatia.
Se você estiver com síndrome de burnout e ela estiver se manifestando como irritabilidade, você pode se encontrar sempre se irritando com as pessoas ou fazendo observações maldosas sobre elas. Se o burnout se manifesta como depressão, você pode querer dormir o tempo todo, ou se sentir "muito cansado" para se socializar. Você poderá dirigir-se a comportamentos excessivos, como uma forma de escapar de seus sentimentos negativos tais como sexo, bebidas, medicamentos, festas, ou compras em excesso. Suas relações de trabalho e na sua vida pessoal podem começar a desmoronar. Você pode perder a sua confiança nos outros, acreditando que as pessoas agem sempre por egoísmo e nada pode ser feito a respeito disso.
A diferença entre o estresse e burnout
Burnout pode ser o resultado de estresse prologado, mas não é o mesmo que o excesso de estresse. Estresse, de um modo geral, envolve excesso: muitas pressões que exigem muito de você fisicamente e psicologicamente. Entretanto, pessoas estressadas ainda podem imaginar, que se elas pudessem ter tudo sob controle, elas se sentiriam melhor.
Burnout, por outro lado, envolve falta. Estar com síndrome de burnout significa se sentir vazio, desprovido de motivação, e não se importar mais. As pessoas enfrentando burnout muitas vezes não vêem qualquer esperança de uma mudança positiva nas suas situações.
Outra diferença entre o estresse e burnout: Enquanto geralmente se está consciente de estar sob um monte de estresse, nem sempre se percebe quando o burnout acontece. Os sintomas de burnout - o desespero, o cinismo, o desprendimento dos outros - podem demorar meses para aparecer. Se alguém próximo a você aponta mudanças na sua atitude ou de comportamento que são típicas de burnout, ouça essa pessoa, e aconselhe-a a buscar ajuda.
Burnout é mais comum no local de trabalho, mas há uma diferença entre um mau dia ou dois de trabalho e burnout causado pelo trabalho. A maioria de nós tem dias, quando nos sentimos entediados, sobrecarregados, ou negligenciados; quando a dezena de bolas nós mantemos no ar não são notadas, e muito menos recompensadas; quando arrastarmo-nos para o trabalho requer a determinação de Hércules. Por outro lado, você pode estar flertando com o burnout se:
- Todos os dias no trabalho são ruins ou péssimos.
- Se importar com o seu trabalho parece ser um total desperdício de energia.
- A maioria de seu dia é gasto em tarefas que você acha serem chatas ou desagradáveis.
- Nada que você faça, parece fazer diferença num trabalho cheio de abuso moral, pessoas sem noção, ou supervisores, colegas e clientes ingratos.
Lembre-se, burnout no trabalho não é o mesmo que o estresse no trabalho. Quando você está estressado, você se importa demais, mas quando você está com burnout, você não vê qualquer esperança de melhoria. Você não quer chegar a esse ponto.
Causas de burnout no trabalho:
Enquanto algumas carreiras têm maiores taxas de burnout, ele está presente em todas as profissões. Aqueles que se encontram em maior risco são trabalhadores que se sentem mal pagos, mal apreciados, ou criticados por questões alheias à sua vontade. Profissionais que fazem serviços em que passam o tempo todo atendendo às necessidades dos outros, especialmente se o seu trabalho coloca-o em contato freqüente com o lado escuro ou trágico da experiência humana, estão igualmente em risco.
Outras causas de burnout no trabalho incluem:
- Definir metas irrealistas para si mesmo ou ter-lhes impostas a você.
- Ser demasiado exigido em muitas coisas e por muitas pessoas.
- Trabalhar sob regras que parecem exageradamente coercitivas ou punitivas.
- Trabalhar com algo que faz com que você viole seus valores pessoais freqüentemente.
- Enfado de fazer trabalhos que nunca mudam ou não desafiam você.
- Sentir-se aprisionado por razões econômicas, em um trabalho que se encaixa em qualquer dos cenários acima.
Prevenindo o burnout no trabalho:
A forma mais eficaz para evitar o burnout no trabalho é parar de fazer o que você está fazendo e fazer outra coisa, independente de isso significar uma mudança de emprego ou uma mudança de carreira. Mas se isso não é uma opção para você, ainda há coisas que você pode fazer para melhorar sua situação, ou pelo menos o seu estado de espírito.
Peça Ajuda. Procure um profissional de saúde como um psicólogo ou um médico que possa ajudar você a avaliar as melhores formas de lidar com a situação.
Esclareça a descrição do seu trabalho. Peça ao seu supervisor para lhe dar uma descrição atualizada de seu trabalho com seus deveres e responsabilidades. Você pode então ser capaz de referir que algumas das coisas que você executa não são parte da sua descrição do trabalho, ganhando assim um pouco de alavanca, mostrando que você está sendo exigido para além dos parâmetros do seu trabalho.
Solicite uma transferência. Se o seu local de trabalho é grande o suficiente, você pode ser capaz de escapar de um ambiente tóxico, transferindo para outro departamento. Fale com o seu supervisor ou se aplique para uma nova função em outro departamento.
Peça para desempenhar novas funções. Se você está fazendo exatamente o mesmo trabalho há muito tempo, peça para experimentar algo novo: pegue alunos de outra idade, passe para um território de vendas diferentes, use outra máquina.
Dê um tempo. Se o burnout parece inevitável dê um tempo total do trabalho. Saia de férias ou use os seus dias de licença, peça uma licença temporária para se ausentar - qualquer coisa que possa remover você dessa situação. Use o tempo de distância para recarregar suas baterias e ganhar perspectiva.
Cuide da sua saúde. É importante manter um bom nível de saúde física, por isso coma bem, durma o bastante, e faça com que os exercícios sejam parte da sua rotina.
Cuide de você. É importante que você preste atenção às suas necessidades, e encontre maneiras de satisfazê-las.
Utilize técnicas anti-stress. Como o burnout está relacionado com o estresse, muitas das técnicas de administração e prevenção do estresse ajudam a prevenir e minimizar os efeitos do burnout.
Cultive relacionamentos. É importante cultivar relacionamentos com outras pessoas, e passar tempo se sociabilizando. Poucos relacionamentos e isolação pode contribuir para a síndrome de burnout, enquanto relacionamentos positivos podem reduzir o seu impacto.
Vale a pena ressaltar, que esses artigos têm como objetivo, elucidar e informar o publico: não são ferramentas para diagnóstico. Se você se identifica com alguns destes sintomas, procure a ajuda de um profissional.
Escrito por Andressa às 15:31:00 0 comentários
Transtornos Alimentares
Os Transtornos Alimentares são todos aqueles que se caracterizam por apresentar alterações graves no comportamento alimentar que podem levar ao emagrecimento excessivo ou à obesidade, entre outros problemas físicos e incapacidades. Os Transtornos Alimentares são mais prevalentes na população feminina, ainda que nos últimos anos a incidência masculina esteja aumentando muito.
A psicoterapia para o tratamento dos transtornos alimentares visa oferecer ao individuo condições de modificar a maneira como ele se relaciona consigo, com o seu corpo e com a sua alimentação, buscando sempre uma melhor qualidade de vida.
O que é Anorexia Nervosa?
O que é Bulimia?
O que é o Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica?
Obesidade e Compulsão Alimentar
Escrito por Andressa às 00:32:00 0 comentários
Anorexia
A anorexia nervosa é um transtorno alimentar que se caracteriza pela procura incessante pela magreza, pela recusa do indivíduo a manter um peso corporal na faixa normal mínima, pelo medo intenso de engordar, e por uma perturbação significativa na percepção da forma ou tamanho do corpo que levam a paciente a adotar uma conduta rigorosa para a perda de peso.
Invariavelmente a Anorexia se inicia com um período de perda de peso desencadeado por uma dieta ou por uma doença física. Em muitos casos ela pode estar associada às pressões do meio profissional. Por exemplo, o índice de anoréxicas entre modelos e bailarinas é maior do que na população geral.
A Anorexia Nervosa sempre foi mais prevalente entre as mulheres, entretanto esse quadro vem mudando, e atualmente já encontramos vários homens com um quadro anoréxico.
Critérios Diagnósticos de Anorexia Nervosa no DSM-IV:
A. Recusa a manter o peso corporal em um nível igual ou acima do mínimo normal adequado à idade e à altura (por ex., perda de peso levando à manutenção do peso corporal abaixo de 85% do esperado; ou fracasso em ter o ganho de peso esperado durante o período de crescimento, levando a um peso corporal menor que 85% do esperado).
B. Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo, mesmo estando com peso abaixo do normal.
C. Perturbação no modo de vivenciar o peso ou a forma do corpo, influência indevida do peso ou da forma do corpo sobre a auto-avaliação, ou negação do baixo peso corporal atual.
D. Nas mulheres pós-menarca, amenorréia, isto é, ausência de pelo menos três ciclos menstruais consecutivos. (Considera-se que uma mulher tem amenorréia se seus períodos ocorrem apenas após a administração de hormônio, por ex., estrógeno.)
Tipo Restritivo: durante o episódio atual de Anorexia Nervosa, o indivíduo não se envolveu regularmente em um comportamento de comer compulsivamente ou de purgação (isto é, auto-indução de vômito ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas).
Tipo Compulsão Periódica/Purgativo: durante o episódio atual de Anorexia Nervosa, o indivíduo envolveu-se regularmente em um comportamento de comer compulsivamente ou de purgação (isto é, auto-indução de vômito ou uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas).
Escrito por Andressa às 00:30:00 0 comentários
Bulimia
A Bulimia Nervosa é caracterizada pela ingestão compulsiva e rápida de grandes quantidades de comida, em pequeno espaço de tempo, alternada com comportamentos purgativos (como vomitar ou tomar laxantes por exemplo). Geralmente, os episódios compulsivos são seguidos por uma sensação muito grande de culpa e vergonha.
Também faz parte do quadro bulímico uma extrema preocupação com o peso e a forma do corpo, sendo o peso, dietas e exercícios a única preocupação. Desta forma, assim como na anorexia, também estão presentes na bulimia o medo mórbido de engordar, e a avaliação de si mesmo excessivamente baseada no corpo.
Critérios Diagnósticos para F50.2 - 307.51 Bulimia Nervosa
1. Episódios recorrentes de compulsão periódica. Um episódio de compulsão periódica é caracterizado por ambos os seguintes aspectos:
(1) ingestão, em um período limitado de tempo (por ex., dentro de um período de 2 horas) de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria durante um período similar e sob circunstâncias similares
(2) um sentimento de falta de controle sobre o comportamento alimentar durante o episódio (por ex., um sentimento de incapacidade de parar de comer ou de controlar o que ou quanto está comendo)
2. Comportamento compensatório inadequado e recorrente, com o fim de prevenir o aumento de peso, como auto-indução de vômito, uso indevido de laxantes, diuréticos, enemas ou outros medicamentos, jejuns ou exercícios excessivos.
3. A compulsão periódica e os comportamentos compensatórios inadequados ocorrem, em média, pelo menos duas vezes por semana, por pelo menos 3 meses.
4. A auto-avaliação é indevidamente influenciada pela forma e peso do corpo.
5. O distúrbio não ocorre exclusivamente durante episódios de Anorexia Nervosa.
Tipo Purgativo: durante o episódio atual de Bulimia Nervosa, o indivíduo envolveu-se regularmente na auto-indução de vômitos ou no uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas.
Tipo Sem Purgação: durante o episódio atual de Bulimia Nervosa, o indivíduo usou outros comportamentos compensatórios inadequados, tais como jejuns ou exercícios excessivos, mas não se envolveu regularmente na auto-indução de vômitos ou no uso indevido de laxantes, diuréticos ou enemas.
Escrito por Andressa às 00:29:00 0 comentários
TCAP: Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica
Dentre as novas categorias diagnósticas propostas para possível inclusão no DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) está o transtorno da compulsão alimentar periódica. Estudos recentes apontam para uma prevalência do TCAP em 2% da população geral, e cerca de 30% dos obesos.
Esse transtorno alimentar se caracteriza pela presença de episódios recorrentes de compulsão alimentar, e em seguida, acentuada angústia em relação à mesma.
O critério de diagnóstico para TCAP proposto pelo DSM-IV requer a presença de:
a. Episódios recorrentes de compulsão alimentar. Um episódio de compulsão alimentar é caracterizado por ambos os seguintes critérios:
1. ingestão, em um período limitado de tempo (por exemplo, dentro de um período de duas horas), de uma quantidade de alimentos definitivamente maior do que a maioria das pessoas consumiria em um período similar, sob circunstâncias similares;
2. um sentimento de falta de controle sobre o episódio (por exemplo, um sentimento de não conseguir parar ou controlar o que ou quanto se come).
b. Os episódios de compulsão alimentar estão associados a três (ou mais) dos seguintes critérios:
1. comer muito e mais rapidamente do que o normal;
2. comer até sentir-se incomodamente repleto;
3. comer grandes quantidades de alimentos, quando não está fisicamente faminto;
4. comer sozinho por embaraço devido à quantidade de alimentos que consome;
5. sentir repulsa por si mesmo, depressão ou demasiada culpa após comer excessivamente.
c. Acentuada angústia relativa à compulsão alimentar.
d. A compulsão alimentar ocorre, pelo menos, dois dias por semana, durante seis meses.
e. A compulsão alimentar não está associada ao uso regular de comportamentos compensatórios inadequados (por exemplo, purgação, jejuns e exercícios excessivos), nem ocorre durante o curso de anorexia nervosa ou bulimia nervosa.1
O tratamento do TCAP é feito através de psicoterapia associada ou não ao uso de antidepressivos. O objetivo da psicoterapia nesse caso também é ajudar o paciente a estabelecer hábitos saudáveis de alimentação. Vale acrescentar que cada processo psicoterapêutico é único, e o tratamento é sempre adequado para as características individuais e os problemas de cada cliente.
Escrito por Andressa às 00:27:00 0 comentários
Obesidade e Compulsão Alimentar
A obesidade é definida quando a composição corporal apresenta níveis de gordura maiores que 26% da composição corporal.
Obesidade, apesar de bastante freqüente em indivíduos com diagnóstico de TCAP e eventualmente nos com bulimia nervosa, não é considerada diagnóstico psiquiátrico. Estudos indicam que a obesidade advém de múltiplas causas, e não necessariamente está associada a um diagnóstico de transtorno alimentar. Na comunidade, indivíduos obesos tendem a apresentar taxas de sintomas psiquiátricos e de problemas emocionais semelhantes as da população geral de peso normal.
Escrito por Andressa às 00:25:00 0 comentários
PSI.CO.LO.GI.A Ψ
A palavra "psicologia" vem do grego, Psykhologuía, "psykhé" significa alma, mente, e "lógos" significa estudo, razão. Mais definidamente, psicologia é a ciência que estuda o comportamento (tudo o que um organismo faz) e os processos mentais (experiências subjetivas inferidas através do comportamento)". O principal foco da psicologia se encontra no indivíduo, em geral humano.
O psicólogo portanto, é aquele que estuda o funcionamento da mente, do comportamento humano, da cognição e das emoções. Ou seja: o que um indivíduo pensa, sente e faz.
O psicólogo clínico é um profissional que atua com as questões de saúde mental na prática clínica, tanto no tratamento de doenças mentais, na elaboração de psicodiagnósticos ou na prática da psicoterapia.
O objetivo do psicólogo clínico é sempre a promoção de saúde mental do indivíduo para que este possa ter uma boa qualidade de vida. A resolução dos problemas psicológicos significa uma vida mais plena de saúde, uma melhora nos relacionamentos e no funcionamento do indivíduo como um todo.
Qual é a diferença entre psiquiatra, psicólogo e psicanalista?
O psiquiatra é um médico que fez a residência e se especializou em saúde mental. Ele é o único que pode receitar remédios.
O Psicólogo é o indivíduo formado em psicologia e que a aplica no seu trabalho. Ele pode atuar em diversos locais, tais como clínicas, consultórios, empresas, hospitais, clubes esportivos e escolas.
Já a psicanálise é uma abordagem psicoterapêutica, que pode ser utilizada por qualquer indivíduo que faça o curso de especialização da Sociedade Brasileira de Psicanálise. Essa abordagem foi criada por Sigmund Freud, a partir da descoberta do inconsciente. Há psicólogos e psiquiatras que são psicanalistas, mas nem todos os psicanalistas são psicólogos ou psiquiatras.
Quando Procurar um Psicólogo?
- Quando estamos confusos.
- Quando queremos ter maior compreensão a respeito de nós mesmos e das nossas relações.
- Quando estamos vivendo um sofrimento muito grande.
- Quando estamos sofrendo com sintomas não relacionados à doenças físicas.
- Quando temos muitos medos .
- Quando estamos muito estressados .
- Quando estamos passando por um divórcio .
- Quando nos sentimos impotentes.
- Quando estamos passando por desconforto emocional há mais de semanas.
- Quando temos problemas de relacionamentos (em casa, com o parceiro, ou no trabalho).
- Quando temos problemas de auto-estima.
- Quando temos problemas de abuso de substâncias.
- Quando sofremos de Transtornos Alimentares.
- Quando sofremos de Transtorno Obsessivo Compulsivo.
- Quando estamos deprimidos.
- Quando estamos muito ansiosos.
- Quando temos pânico ou outras fobias.
- Quando temos outros problemas psicológicos.
Escrito por Andressa às 00:03:00 0 comentários